Outro dia á saída de um parque infantil, pais (um pouco/muito betos) empacotavam o seus pequenos em birra. Fiquei atenta, que isto das birras achamos sempre que só nos calha a nós, mas não, é mal geral...
A criança já dentro do carro chorava: quero ir brincar, eu quero ir brincar... (chorava alto, bem alto, em berros) os pais lá iam empacotando as coisas com uma calma aparente, que de calma tinha muito pouco e eis quando o pai se vira para a sua criança e diz: com isso só está a conseguir enervar toda a gente.
O conteúdo é o mesmo, agora a forma, a forma é outra!!!
Registei, porque quero experimentar. Quando a minha maltinha fizer uma birra daquelas eu vou atirar-lhes com um: Só está a conseguir enervar-me. Se estiverem atentos vão parar com certeza e vão perguntar: O quê mãe? O que é que disseste? E vai dai, talvez resulte!
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terça-feira, 6 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Um dia
Um dia acordamos e eles fazem coisas que nós nem imaginamos.
E fazem como se fosse o mais normal a fazer, como se fosse a coisa certa naquele momento.
Hoje de manhã fui levantar a Rosa da cama e ela não sei porque, porque não é de todo seu habito, dormiu com o urso do José e quando cheguei ela abraçou o urso e embalou-o e depois colocou-o na cama e deu-me os braços para sair. Para eu a abraçar e embalar e dar beijinhos.
Depois teimou em levar consigo um outro boneco a quem deu o pequeno almoço e deu a mão e andou com ele para todo o lado como se fossem mãe e filha, como se fosse a Rosa e a sua filha...ou eu e a minha Rosa.
Eles aprendem assim. Certo? Olham, observam e um dia quando menos esperamos lá estão eles a fazer o que nós fazemos todos os dias. E fazem com a legitimidade de quem sempre fez assim e sabe como fazer.
Uma delicia. Ou não, imaginem que eles nos imitam naqueles dias em que não estamos para ai virados e parece que tudo corre como não deve correr. Nesses dias são eles a fazer birras, como nós também fazemos. Escrevo nós mas penso eu, que não acredito que todos os pais um dia façam birra. Eu sim, há dias em que tenho birras de criança e que me parece que irá tudo à frente, mas respiro e volto a respirar e faço pausa antes de falar e tento, tento com força que não saia uma enorme birra com berros ou gritos e que saia tudo bem, tudo como deve ser. Tento dar colo e beijos e abraços, mesmo que às vezes me apeteça dizer-lhes hoje birra não, para birra já chego eu, porque não quero, não quero mesmo que eles me imitem nesses dias.
E fazem como se fosse o mais normal a fazer, como se fosse a coisa certa naquele momento.
Hoje de manhã fui levantar a Rosa da cama e ela não sei porque, porque não é de todo seu habito, dormiu com o urso do José e quando cheguei ela abraçou o urso e embalou-o e depois colocou-o na cama e deu-me os braços para sair. Para eu a abraçar e embalar e dar beijinhos.
Depois teimou em levar consigo um outro boneco a quem deu o pequeno almoço e deu a mão e andou com ele para todo o lado como se fossem mãe e filha, como se fosse a Rosa e a sua filha...ou eu e a minha Rosa.
Eles aprendem assim. Certo? Olham, observam e um dia quando menos esperamos lá estão eles a fazer o que nós fazemos todos os dias. E fazem com a legitimidade de quem sempre fez assim e sabe como fazer.
Uma delicia. Ou não, imaginem que eles nos imitam naqueles dias em que não estamos para ai virados e parece que tudo corre como não deve correr. Nesses dias são eles a fazer birras, como nós também fazemos. Escrevo nós mas penso eu, que não acredito que todos os pais um dia façam birra. Eu sim, há dias em que tenho birras de criança e que me parece que irá tudo à frente, mas respiro e volto a respirar e faço pausa antes de falar e tento, tento com força que não saia uma enorme birra com berros ou gritos e que saia tudo bem, tudo como deve ser. Tento dar colo e beijos e abraços, mesmo que às vezes me apeteça dizer-lhes hoje birra não, para birra já chego eu, porque não quero, não quero mesmo que eles me imitem nesses dias.
sábado, 26 de junho de 2010
Birra
As birras são uma constante.
O José vive em estado de birra.
Tudo é uma birra, então comigo, tudo de tudo é uma birra.
Se sim é birra, se não é birra. Quer fazer sempre exactamente aquilo que não é para fazer naquele momento. Se é hora de ir para a escola não quer, se é hora de o ir buscar quer ficar...
Se é hora de tomar banho quer comer, se é hora de comer quer brincar, se é hora de brincar quer ver televisão e por ai fora e cada não vontade é uma nova birra. E é uma e depois é outras ao ponto de ele já não saber porque está a fazer birra, mas isto passa ou é para sempre a piorar...
O José vive em estado de birra.
Tudo é uma birra, então comigo, tudo de tudo é uma birra.
Se sim é birra, se não é birra. Quer fazer sempre exactamente aquilo que não é para fazer naquele momento. Se é hora de ir para a escola não quer, se é hora de o ir buscar quer ficar...
Se é hora de tomar banho quer comer, se é hora de comer quer brincar, se é hora de brincar quer ver televisão e por ai fora e cada não vontade é uma nova birra. E é uma e depois é outras ao ponto de ele já não saber porque está a fazer birra, mas isto passa ou é para sempre a piorar...
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